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terça-feira, 15 de abril de 2014

"Flamengo, Torcida e Arbitragem"


Pra começo de conversa, quero dizer que sou amante do esporte, Botafoguense e salientar que considero o Flamengo um clube muito importante para o futebol brasileiro, por sua historia e por seus craques.

Exposto isto, vamos aos fatos:


No ultimo domingo assistimos um novo capitulo da novela "Lambanças da Arbitragem".


Os erros no futebol e no esporte em geral acontecem desde os primórdios, e concordo, que muitas vezes isso torna a coisa mais apaixonante, folclórica e excitante. Todos os lados já foram favorecidos e prejudicados algumas vezes, e este não é o problema.

A questão não é o "aconteceu" e sim o "acontece", ou seja, a constância, a repetição, o pleonasmo vicioso que se tornou o favorecimento de alguns.

Só para relembrar, quando um clube perde um titulo ele perde: Troféu, novos torcedores, patrocínios  visibilidade e verba. Esta verba poderia sanar dividas e pagar salários. Na atual situação dos clubes, provavelmente se prejudicará, e muito, quem deixar de ganha - la.


Desde de moleque eu compro os diários esportivos, assisto aos jogos na TV e com 12 anos de idade percebi a diferença de tratamento dado aos diversos clubes. Analisava a quantidade de paginas dada ao Botafogo num dia pos-vitoria e via que as folhas dedicadas ao rubro-negro eram o dobro mesmo que ele não tivesse jogado na noite anterior. Alem disso sempre reparei nos volumes colocados para diferenciar as torcidas.


De fato nao entendo o porque de muitas atitudes e posturas da imprensa e outros meios quando o assunto é Flamengo. Um clube como este nao precisa de certas ocorrências para se manter no cenário.


O Flamengo é "incaível", diz a lenda contada por alguns de seus fãs. Erro crasso, o Fla apenas não cairá enquanto pequenos detalhes continuarem a ocorrer. Outra grande lenda é a de que a torcida canta o tempo todo. Nenhuma torcida do Brasil canta o tempo todo. Alem disso a mesma, também chora, hoje mesmo ouvi alguém dizer que o Leonardo foi empurrado pelo Mauricio em 89.


Ontem, percebi que muitos rubro-negros preferiram não se manifestar - atitude louvável - no entanto me atordoou o discurso adotado por alguns. Tenho vários amigos que desfiavam belas resenhas e comentários politizados nas redes sociais quando da ocasião dos protestos no ultimo ano, demonstrando sua honestidade e revolta com a impunidade e a corrupção país. Todavia parece que existe um mundo à parte para estes quando o assunto é futebol, ou melhor, Flamengo. Com isso se igualam aos atos que supostamente criticaram.


Argumentos frágeis que ouvi:


- Ah, Argentina já foi campeã com gol de mão.

- No Brasil todo mundo rouba.

São tristes colocações, é melhor o cara não falar nada ou colocar logo o seu mau-caratismo à mostra como fez o infeliz goleiro Felipe, dizendo que ganhar roubado é melhor. Ganhar roubado não é ganhar, é roubar.


Nao estou dizendo aqui que nao comemoraria um titulo do meu time se o gol fosse impedido, comemorei em 95. Mas nao me orgulharia de ser frequentemente "ajudado"…


Casos como o do ultimo domingo demonstram que já passou da hora do futebol implementar algum recurso eletrônico em lances de gol e impedimento. Tênis, Vôlei e Hockey são exemplos de sucesso.


Resta saber se ha interesse em minimizar estas ocorrências ou em perpetua-las.


Abraços.


Daniel Góes


*Teclado ruim privou-me de algumas acentuações.

*Foto de http://www.jornaldaparaiba.com.br

quarta-feira, 19 de março de 2014

"Caos: Das coisas que eu odeio"

Odeio a rua suja
Odeio quem joga lixo na rua, quem cospe no chão.

Quem pega a condução de manhã sem tomar banho, com bafo.
Aliás, odeio a condução...
Odeio o transporte "público".
Odeio o metrô lotado,  odeio o cara do metrô se desculpando.

Odeio o atraso, de tempo, de vida, de pensamento, de filosofia...

Odeio: Quem buzina ao "léu", excessos, buracos, violência!

Odeio quem atrapalha a passagem na escada rolante, quem não se mantem à direita. Na política, odeio a direita.

Odeio quem sacode as mãos no banheiro molhando quem está ao lado.
Odeio que me olha quando estou no mictório, também odeio o próprio (Mictório).
Odeio banheiro público. É foda aquela porta que todos te vêem e aquele vão, a baixo, entre as cabines.

Odeio idoso chato que quer impor as coisas. Odeio também os jovens que os desrespeitam.

Odeio quem espirra e não leva a mão à boca, quem bufa no pescoço alheio (relembrei o metrô), quem não usa fone de ouvido, quem se acha!

Odeio vizinhos sem consciência, sujeira, baratas, moscas, ratos, mosquitos, enfim, qualquer tipo de "bichos escrotos"...

Odeio os 10% pra garçom, as caixinhas de motel - em troca de balinhas - e os vendedores de loja, que ficam em cima.

Odeio os jornais que escrevem mal, comentaristas sem conhecimento, do tipo Gandula gatinha ou ex-jogador analfabeto.

Odeio a falta de espaço pra arte, pra cultura e pra musica.

Odeio a repetição, a mesma trilha, seja ela sonora ou estrada.
Odeio ver gente nas ruas sem destino pra trilhar.
Odeio ver a FiFa querendo nos governar.
Odeio não ter tido uma copa pra jogar.

Odeio, ter que ter tanta coisa pra odiar.

Daniel Góes - 19 de Março de 2014.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Sobre a Rádio, Rodas e Sorrisos!!!

Hoje rejuvenesci 12 anos, senti o cheiro da bala de uva verde, da marca Halls, que me acompanhava, o metrô pareceu retroceder, estando mais vazio, relembrei das rodas de violão, dos meus primeiros acordes, da leveza da vida, que era só esporte, musica e sorriso.

Às cinco da manhã de hoje, retornou ao "dial" carioca a Rádio Cidade, e com ela os tempos de portão com caixa de som, os finais de tarde com os amigos, e a saída da Band News dos meus ouvidos.

Nos últimos anos o rádio se tornou mais do mesmo, restou para mim, raras vezes a MPB FM, que me faz sentir mais velho do que sou em alma.

Não sei se tudo será como antes, pois como já escrevi em uma canção minha: "O Planeta gira, outra primavera". E agora ele já girou muitas vezes de modo a gerar incerteza de termos realmente 4 estações por ano.

Espero que seja importante para os artistas independentes, que não replique apenas os chamados "Clássicos do Rock", que não tenha "Jabá" (Não sei se estou indo longe demais) e que venha para somar, pois a musica brasileira que é divulgada nos grandes veículos está mais enlatada que as próprias latas.

Aos amigos, o portão de casa está aberto, como sempre.  Meu som não está nas Rádios e nem sei se um dia estará - provavelmente não - mas meu violão está em punho e minha voz ainda soa!

Viva a diversidade e a poesia!!
Viva a Rádio, a vida, o Rock!!!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Túlio Maravilha e os Mil Gols.

É de comum acordo que o ultimo grande título conquistado pelo Botafogo foi o Campeonato Brasileiro de 1995. Também é de aceitação de todos que o grande responsável por aquele campeonato foi o então atacante Túlio. Seu estilo falastrão promovia jogos, acirrava rivalidades e tornava os campeonatos muito mais interessantes.

Túlio se destacou no Botafogo como artilheiro, vestiu a amarelinha, fez gols de todos os tipos, e por um pouco mais, teria ido à copa de 98, onde o "Bota" teve Gonçalves e Bebeto como representantes. Os últimos alvinegros a jogar um Copa do Mundo. Por ter feito algumas escolhas erradas, algumas vezes injustiçado, e migrar muito de times, o Artilheiro acabou saindo um pouco da Mídia.

O tempo passou e o Craque da grande área retornou aos holofotes com seu projeto de realizar o milésimo gol. Num primeiro momento chamava atenção as contagem que ele fez, pois segundo vários "canais" especializados, existem gols ali que não constam nos dados oficiais. Todavia, quem provará que PELÉ fez mesmo Mil duzentos e tantos gols se nem tinha Câmera direito naquele tempo?! E o baixinho?! Romário,  marcou amistosos pífios e contou até os gols do Juvenil.

O grande lance é que projetos assim chamam à atenção de todos, todo mundo queria ver, principalmente os Botafoguenses, é claro. A diretoria traçou um projeto de marketing, fechou a parceria com o ídolo e tudo começou a correr bem, do jeito que tinha que ser, com chuteiras para cada novo gol da contagem regressiva, festa no Engenhão, divulgação e vídeos nas mídias sociais, tudo o que o camisa 7 e o clube mereciam.

Quando faltavam menos de 5 gols o projeto começou a se arrastar, as divulgações e ações de marketing sumiram misteriosamente, os fãs ficaram a ver navios, sem informação alguma e começaram as acusações e boatos. O Jogador alega que o clube o deixou de lado e a diretoria rebate com declarações vazias.

De fato deve ter ocorrido um grande desentendimento e a meu ver os dois lados devem ter alguma culpa nisso, até porque, qual seria a intenção da instituição Botafogo de Futebol e Regatas em prejudicar um ídolo de tal Calibre?

O fato é que o projeto degringolou, esfriou, congelou...
E todos perderam.
Perdeu o Clube, perdeu o Artilheiro, perdeu o torcedor!

Perdeu o Futebol.


Daniel Góes.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

...Àqueles Dias...


Minha missão do dia era levar meu alunos do "Sesi" ao Zoológico.
Segui de metrô e mudei o trajeto. Desceria em São Cristovão.

Ao colocar os pés na plataforma me veio um turbilhão de lembranças. Nos ouvidos, como era em nosso tempo, um fone, mais potente que os de outrora.
Segui entretido naquela antiga novidade e “Lobão”, cantor, sussurra “vou te levar”. Ele sai de cena e nas escadas retiro o som e guardo na mochila.
Observo ao redor da estação. Já nas catracas me recordo dos encontros com os amigos nas chegadas de metrô à escola. Observo: as mudanças, os cheiros, as lanchonetes. Relembro os dois assaltos que sofri na vida, prossigo em direção à Quinta.

Adidas baixo no Pé, calça Jeans e quando vou subindo o meu olhar de auto observação, “SURPRESA”, aquele mesmo cinto BEJE, com a ponta pendurada e manchado de caneta, devido à antigas escrituras que eu fazia, ainda me acompanha uma década depois.
Lá se foram 2 Rock in Rios(agora 3), 150 shows com o Tapete Red, 4 namoradas, 1 casamento(agora um filho), várias derrotas do Botafogo(agora vitórias) e algumas coisas como o cinto ainda me acompanham.

Desço a passarela, decido caminhar à antiga escola. Começo, olho pra frente e com medo de me tornar tricampeão em assaltos, retorno. Percebo que tenho medos que não tinha antes, naquele tempo.

Admiro a Quinta, olho em volta, “liberdade”. Recordo o encantamento que tinha e o que sentia naquelas caminhadas, conversas e picnics.
Fecho os olhos, sinto o vento no rosto. Faço o mesmo trajeto que fazíamos rumo ao museu. Vejo um atalho mas decido não pegá-lo, vou pela rua em frente, desde o portão. Subida, virada a esquerda, e já se vê o Museu Nacional, insight “curso de guia”.

Resolvo sentar pois a ideia deste texto já fervilha e se perderia em breve.
Abro a Bolsa, sento, olho a árvore, o chão e o banco. Memória. Frutas rochinhas que nos sujavam a roupa ainda estão presentes. Penso, hesito, sento...

Quero me sujar como antes, que mal há?!

Papel, caneta... Escrevo, escrevo
Nostálgico, respiro fundo, olho a frente e passa um grande grupo de Escola Municipal.
Somos nós ontem...

Sorrisos, olhares, projetos...
Reticências...
Mais ao longe, caminho junto com eles. Me sinto parte do grupo mesmo sendo um excluído.
Ainda me sinto jovem como eles, mesmo possuindo uns fios desbotados.
Paro em frente ao museu. Olho para cima e Dom Pedro II me saúda.
Uma placa da prefeitura diz: - Restauração do Terraço. Puta que pariu, isso não muda nunca.
Já existia essa obra e lá se vão 3 eleições.

Lembrei que há uma carta que será desenterrada com sonhos dos jovens do século passado e que queríamos fazer uma. Ainda temos tempo pessoal!
Continuo caminhando, observo a natureza, o cenário muda, vejo um circo, sempre quis fazer um show em um circo.

Venta, me confundo, ando em círculos. O som das árvores parece uma cachoeira. Escrevo em pé, no meio da rua... louco...

Volto a caminhar.

Já dentro do Zoo observo a bilheteria.
Acordo, assustado!

Tenho que trabalhar!

Daniel Góes - 04/2012 (Agora: 20/09/2013)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

"Primaveras"

Rio, 08 de Outubro de 2012 - 17:37hs


Não consegui até agora me recuperar do golpe sofrido na noite de ontem.

Ao longo dessa campanha, assim como a candidatura de Marcelo Freixo, minha expectativa foi crescendo cada vez mais. A cada ato público em que me envolvia, sentia uma alegria imensa e uma força que motivava ascendentemente para continuar atrás desse sonho. O que vi e senti foi o resgate de algo que estava começando a pensar ser impossível: O resgate do idealismo, do sonho, da liberdade, da alegria de lutar!
Quando vi a juventude(de todas as idades) voltando às ruas, o renascimento das manifestações populares, o retorno de um esquerda verdadeira, que não quer apenas se opor, que quer apontar um caminho independente e em consenso com o povo, que não promete números, que propõe projetos de governo para todos, consegui o que faltava para que eu retomasse o meu "eu" lutador-sonhador...
Diversas vezes durante esse período eleitoral, em tudo o que participei, meus olhos marejaram.
Na Lapa onde tive duvidas devido a chuva que nos lavou a alma...
Na Caminhada que estendemos até a Cinelândia onde o Sol fazia os olhares brilharem mais e mais...
Na emoção/surpresa que tive ao ver o Bloco-do-Freixo na noite de sexta-feira no largo da carioca...
Nos abraços que dei em diversos desconhecidos ao redor do Maracanã...
Nos compartilhamentos de ideais nas Redes Sociais...
Nos Vídeos lindos da campanha que assisti...


Aos sem acesso à informação, aos que misturam política e religião, aos que optam pelo comodismo, aos que se abstêm, aos debocham de quem luta, a quem debate futebol o ano inteiro e comemora que tudo acabou no 1° Turno pois já estava de "Saco-Cheio".  A quem acha que todo mundo é ladrão ou farinha do mesmo saco esquecendo-se que dizendo isso entrará no mesmo pacote, deixo meu lamento...

Aos que tem formação, informação e estrutura familiar, mas perderam a vontade de sonhar, a utopia e o idealismo, deixo o meu pesar...

Agradeço a meus Pais por incentivarem meu interesse desde moleque em busca de um ideal, por deixarem eu apertar, em tempos longínquos, o 13 no LuLa Lá. Por me levarem aos comícios e greves criando em mim o entendimento do que é lutar.

Agradeço a Marcelo Yuka, Marcelo Freixo, Jefferson Moura, Babá, Chico Alencar, Milton Temer, aos amigos que fiz nessa caminhada, que se envolveram, que lutaram muito mais do que eu, aos 15 mil do comício, aos 5 mil do Maracanã, aos tantos outros mil, por me devolver a esperança que estava inerte!!!

Dessa vez os olhos marejaram...
Na próxima as lagrimas irão cair...

"Que sorte"...


Daniel Góes de Oliveira






sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Outras infâncias, outros tempos...



E aqui estou eu, na minha transição rumo aos 30(ainda 28) vivenciando um gostoso saudosismo e analisando as peripécias da alegre infância vivida.

Após relembrar diversos fatos ocorridos nos meus tempos de moleque, comecei a questionar certas coisas...
Não há mais campos de várzea...
Não há mais calçadas descalçadas onde possamos jogar bola de gude em suas diversas modalidades: búlica, triângulo seja a brinca ou a vera...
Não há mais paisagens naturais...
Não há mais tempo, os dias parecem ter 16 horas ou menos!

A geração coca-cola envelheceu e a geração y assumiu:

Muita pressa, muita informação...
Pouca vivência de vida, pouca percepção...
Pouco tato, pouco contato, pouco grito, pouco suor, menos emoção, menos experiências, menos saúde.
Internet, notebook, "MP1000", Robôs Andróides, onde mais vamos parar?
Pergunto: - "Vamos testar um "ioiô", um pula carniça ou algum pique?"


E os bichos?
Alguém viu uma minhoca ou um congolo por aí?
Lagarta, lagartixa?
E lesmas então, acho que se estinguiram e ninguém nos avisou...

Volta...

Felicidade, vida, brisa, Gritos nos quintais...