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segunda-feira, 10 de março de 2014

Sobre a Rádio, Rodas e Sorrisos!!!

Hoje rejuvenesci 12 anos, senti o cheiro da bala de uva verde, da marca Halls, que me acompanhava, o metrô pareceu retroceder, estando mais vazio, relembrei das rodas de violão, dos meus primeiros acordes, da leveza da vida, que era só esporte, musica e sorriso.

Às cinco da manhã de hoje, retornou ao "dial" carioca a Rádio Cidade, e com ela os tempos de portão com caixa de som, os finais de tarde com os amigos, e a saída da Band News dos meus ouvidos.

Nos últimos anos o rádio se tornou mais do mesmo, restou para mim, raras vezes a MPB FM, que me faz sentir mais velho do que sou em alma.

Não sei se tudo será como antes, pois como já escrevi em uma canção minha: "O Planeta gira, outra primavera". E agora ele já girou muitas vezes de modo a gerar incerteza de termos realmente 4 estações por ano.

Espero que seja importante para os artistas independentes, que não replique apenas os chamados "Clássicos do Rock", que não tenha "Jabá" (Não sei se estou indo longe demais) e que venha para somar, pois a musica brasileira que é divulgada nos grandes veículos está mais enlatada que as próprias latas.

Aos amigos, o portão de casa está aberto, como sempre.  Meu som não está nas Rádios e nem sei se um dia estará - provavelmente não - mas meu violão está em punho e minha voz ainda soa!

Viva a diversidade e a poesia!!
Viva a Rádio, a vida, o Rock!!!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Túlio Maravilha e os Mil Gols.

É de comum acordo que o ultimo grande título conquistado pelo Botafogo foi o Campeonato Brasileiro de 1995. Também é de aceitação de todos que o grande responsável por aquele campeonato foi o então atacante Túlio. Seu estilo falastrão promovia jogos, acirrava rivalidades e tornava os campeonatos muito mais interessantes.

Túlio se destacou no Botafogo como artilheiro, vestiu a amarelinha, fez gols de todos os tipos, e por um pouco mais, teria ido à copa de 98, onde o "Bota" teve Gonçalves e Bebeto como representantes. Os últimos alvinegros a jogar um Copa do Mundo. Por ter feito algumas escolhas erradas, algumas vezes injustiçado, e migrar muito de times, o Artilheiro acabou saindo um pouco da Mídia.

O tempo passou e o Craque da grande área retornou aos holofotes com seu projeto de realizar o milésimo gol. Num primeiro momento chamava atenção as contagem que ele fez, pois segundo vários "canais" especializados, existem gols ali que não constam nos dados oficiais. Todavia, quem provará que PELÉ fez mesmo Mil duzentos e tantos gols se nem tinha Câmera direito naquele tempo?! E o baixinho?! Romário,  marcou amistosos pífios e contou até os gols do Juvenil.

O grande lance é que projetos assim chamam à atenção de todos, todo mundo queria ver, principalmente os Botafoguenses, é claro. A diretoria traçou um projeto de marketing, fechou a parceria com o ídolo e tudo começou a correr bem, do jeito que tinha que ser, com chuteiras para cada novo gol da contagem regressiva, festa no Engenhão, divulgação e vídeos nas mídias sociais, tudo o que o camisa 7 e o clube mereciam.

Quando faltavam menos de 5 gols o projeto começou a se arrastar, as divulgações e ações de marketing sumiram misteriosamente, os fãs ficaram a ver navios, sem informação alguma e começaram as acusações e boatos. O Jogador alega que o clube o deixou de lado e a diretoria rebate com declarações vazias.

De fato deve ter ocorrido um grande desentendimento e a meu ver os dois lados devem ter alguma culpa nisso, até porque, qual seria a intenção da instituição Botafogo de Futebol e Regatas em prejudicar um ídolo de tal Calibre?

O fato é que o projeto degringolou, esfriou, congelou...
E todos perderam.
Perdeu o Clube, perdeu o Artilheiro, perdeu o torcedor!

Perdeu o Futebol.


Daniel Góes.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

...Àqueles Dias...


Minha missão do dia era levar meu alunos do "Sesi" ao Zoológico.
Segui de metrô e mudei o trajeto. Desceria em São Cristovão.

Ao colocar os pés na plataforma me veio um turbilhão de lembranças. Nos ouvidos, como era em nosso tempo, um fone, mais potente que os de outrora.
Segui entretido naquela antiga novidade e “Lobão”, cantor, sussurra “vou te levar”. Ele sai de cena e nas escadas retiro o som e guardo na mochila.
Observo ao redor da estação. Já nas catracas me recordo dos encontros com os amigos nas chegadas de metrô à escola. Observo: as mudanças, os cheiros, as lanchonetes. Relembro os dois assaltos que sofri na vida, prossigo em direção à Quinta.

Adidas baixo no Pé, calça Jeans e quando vou subindo o meu olhar de auto observação, “SURPRESA”, aquele mesmo cinto BEJE, com a ponta pendurada e manchado de caneta, devido à antigas escrituras que eu fazia, ainda me acompanha uma década depois.
Lá se foram 2 Rock in Rios(agora 3), 150 shows com o Tapete Red, 4 namoradas, 1 casamento(agora um filho), várias derrotas do Botafogo(agora vitórias) e algumas coisas como o cinto ainda me acompanham.

Desço a passarela, decido caminhar à antiga escola. Começo, olho pra frente e com medo de me tornar tricampeão em assaltos, retorno. Percebo que tenho medos que não tinha antes, naquele tempo.

Admiro a Quinta, olho em volta, “liberdade”. Recordo o encantamento que tinha e o que sentia naquelas caminhadas, conversas e picnics.
Fecho os olhos, sinto o vento no rosto. Faço o mesmo trajeto que fazíamos rumo ao museu. Vejo um atalho mas decido não pegá-lo, vou pela rua em frente, desde o portão. Subida, virada a esquerda, e já se vê o Museu Nacional, insight “curso de guia”.

Resolvo sentar pois a ideia deste texto já fervilha e se perderia em breve.
Abro a Bolsa, sento, olho a árvore, o chão e o banco. Memória. Frutas rochinhas que nos sujavam a roupa ainda estão presentes. Penso, hesito, sento...

Quero me sujar como antes, que mal há?!

Papel, caneta... Escrevo, escrevo
Nostálgico, respiro fundo, olho a frente e passa um grande grupo de Escola Municipal.
Somos nós ontem...

Sorrisos, olhares, projetos...
Reticências...
Mais ao longe, caminho junto com eles. Me sinto parte do grupo mesmo sendo um excluído.
Ainda me sinto jovem como eles, mesmo possuindo uns fios desbotados.
Paro em frente ao museu. Olho para cima e Dom Pedro II me saúda.
Uma placa da prefeitura diz: - Restauração do Terraço. Puta que pariu, isso não muda nunca.
Já existia essa obra e lá se vão 3 eleições.

Lembrei que há uma carta que será desenterrada com sonhos dos jovens do século passado e que queríamos fazer uma. Ainda temos tempo pessoal!
Continuo caminhando, observo a natureza, o cenário muda, vejo um circo, sempre quis fazer um show em um circo.

Venta, me confundo, ando em círculos. O som das árvores parece uma cachoeira. Escrevo em pé, no meio da rua... louco...

Volto a caminhar.

Já dentro do Zoo observo a bilheteria.
Acordo, assustado!

Tenho que trabalhar!

Daniel Góes - 04/2012 (Agora: 20/09/2013)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

"Primaveras"

Rio, 08 de Outubro de 2012 - 17:37hs


Não consegui até agora me recuperar do golpe sofrido na noite de ontem.

Ao longo dessa campanha, assim como a candidatura de Marcelo Freixo, minha expectativa foi crescendo cada vez mais. A cada ato público em que me envolvia, sentia uma alegria imensa e uma força que motivava ascendentemente para continuar atrás desse sonho. O que vi e senti foi o resgate de algo que estava começando a pensar ser impossível: O resgate do idealismo, do sonho, da liberdade, da alegria de lutar!
Quando vi a juventude(de todas as idades) voltando às ruas, o renascimento das manifestações populares, o retorno de um esquerda verdadeira, que não quer apenas se opor, que quer apontar um caminho independente e em consenso com o povo, que não promete números, que propõe projetos de governo para todos, consegui o que faltava para que eu retomasse o meu "eu" lutador-sonhador...
Diversas vezes durante esse período eleitoral, em tudo o que participei, meus olhos marejaram.
Na Lapa onde tive duvidas devido a chuva que nos lavou a alma...
Na Caminhada que estendemos até a Cinelândia onde o Sol fazia os olhares brilharem mais e mais...
Na emoção/surpresa que tive ao ver o Bloco-do-Freixo na noite de sexta-feira no largo da carioca...
Nos abraços que dei em diversos desconhecidos ao redor do Maracanã...
Nos compartilhamentos de ideais nas Redes Sociais...
Nos Vídeos lindos da campanha que assisti...


Aos sem acesso à informação, aos que misturam política e religião, aos que optam pelo comodismo, aos que se abstêm, aos debocham de quem luta, a quem debate futebol o ano inteiro e comemora que tudo acabou no 1° Turno pois já estava de "Saco-Cheio".  A quem acha que todo mundo é ladrão ou farinha do mesmo saco esquecendo-se que dizendo isso entrará no mesmo pacote, deixo meu lamento...

Aos que tem formação, informação e estrutura familiar, mas perderam a vontade de sonhar, a utopia e o idealismo, deixo o meu pesar...

Agradeço a meus Pais por incentivarem meu interesse desde moleque em busca de um ideal, por deixarem eu apertar, em tempos longínquos, o 13 no LuLa Lá. Por me levarem aos comícios e greves criando em mim o entendimento do que é lutar.

Agradeço a Marcelo Yuka, Marcelo Freixo, Jefferson Moura, Babá, Chico Alencar, Milton Temer, aos amigos que fiz nessa caminhada, que se envolveram, que lutaram muito mais do que eu, aos 15 mil do comício, aos 5 mil do Maracanã, aos tantos outros mil, por me devolver a esperança que estava inerte!!!

Dessa vez os olhos marejaram...
Na próxima as lagrimas irão cair...

"Que sorte"...


Daniel Góes de Oliveira






sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Outras infâncias, outros tempos...



E aqui estou eu, na minha transição rumo aos 30(ainda 28) vivenciando um gostoso saudosismo e analisando as peripécias da alegre infância vivida.

Após relembrar diversos fatos ocorridos nos meus tempos de moleque, comecei a questionar certas coisas...
Não há mais campos de várzea...
Não há mais calçadas descalçadas onde possamos jogar bola de gude em suas diversas modalidades: búlica, triângulo seja a brinca ou a vera...
Não há mais paisagens naturais...
Não há mais tempo, os dias parecem ter 16 horas ou menos!

A geração coca-cola envelheceu e a geração y assumiu:

Muita pressa, muita informação...
Pouca vivência de vida, pouca percepção...
Pouco tato, pouco contato, pouco grito, pouco suor, menos emoção, menos experiências, menos saúde.
Internet, notebook, "MP1000", Robôs Andróides, onde mais vamos parar?
Pergunto: - "Vamos testar um "ioiô", um pula carniça ou algum pique?"


E os bichos?
Alguém viu uma minhoca ou um congolo por aí?
Lagarta, lagartixa?
E lesmas então, acho que se estinguiram e ninguém nos avisou...

Volta...

Felicidade, vida, brisa, Gritos nos quintais...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dinheiro x Arte!

Dinheiro, dinheiro...
Arte, arte...
Quem vem primeiro
Dinheiro ou arte?
Arte ou dinheiro?
Deveriam vir em conjunto mas nunca vem...
Quando há arte e não há dinheiro ainda salva...
Mas, esperem. Isso é raro!
Na maioria dos casos há dinheiro e não há talento, não há criatividade, enfim, não há arte!!!
Musicos, atores, produtores...
cansam...
cansam...
cansam..
E a população alienada segue a vibrar...
Um viva a Luan, Fiuk, Dilon, KLB e outros...
Berços de ouro da Cultura popular...
Quem me dera papai poder fechar o circo para eu poder voar!
Saudade da decada de 80 quando filho de dono de Gravadora se chamava: CAZUZA!

Persiste talento...
Persiste...
Insiste!


Daniel Góes



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Foi fenomenal!

O tempo passou...
"E o jogo acabou" já dizia um grande narrador esportivo da Rede Bandeirantes!
Parece que não, mas até para "seres de outro planeta" o tempo passa...
Lembro-me de ter 9 anos e vê-lo roubando a bola que o experiente goleiro, Rodolpho Rodrigues, deixou repousar por míseros segundos no gramado, para fazer um gol nunca mais visto na história do futebol mundial!
Teve altos, baixos e médios, porém qualquer atleta de destaque tem momentos como estes. Ronaldo, não satisfeito, teve momentos absurdamente geniais, inimagináveis, incomparáveis. Adjetivos para horas de leitura.
Disputou quatro copas, ganhou duas...
É o maior artilheiro da história das copas e da seleção Brasileira. Não, não há equivoco algum. Perder para Pelé não é ser o segundo, é ser o primeiro depois do maior de todos. Pelé, não conta!
O maior legado que Ronaldo deixará para os simples mortais é o seu poder de recuperação:
Joelhos, Adutores, convulsões, confusões...
Titulos, Dribles, Gols, Emoções...
Suas respostas a tudo e a todos foram sempre maiores que as duvidas que o mesmo nos fez ter. E não venham me dizer, agora, que não o questionaram, que sempre acreditaram e versa e vice! 99 por cento das pessoas duvidou que ele sairia de um problema ou de outro. O que aconteceu todos sabem...
Hoje infelizmente ele anunciou o fim de sua carreira no futebol...
Felizmente, para as gerações futuras, atualmente, ao contrário de outrora, possuimos grandes arquivos ao alcance de todos para que possam "testemunhar", mesmo que tardiamente, os lances geniais desse grande atleta!

Obrigado, Ronaldo Nazário...

Foi FENOMENAL!